Análise do Filme: A Terra Treme - v. 04

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O filme de Luchino Visconti, “A Terra Treme”, de 1948, expõe com o vigor do cinema neorealista, aspectos da proletariedade de trabalhadores do mar, pescadores da cidade de Acitrezza, litoral da Sicília (Itália), que em fins da década de 1940 era uma das regiões mais pobres do País (coube ao povo de Acitrezza a interpretação dos personagens de “La terra trema”). Revoltado com a exploração dos comerciantes de peixe, o jovem ‘Ntoni tenta convencer seus colegas pescadores a trabalhar por conta própria. Luchino Visconti trata em “A Terra Treme”, de um anseio contingente do proletário que vê como saída para sua condição alienada, tornar-se pequeno proprietário. O anseio pela emancipação do trabalho alienado ocorre por meio da saída individual (ou familiar) de ‘Ntoni que almeja tornar-se proprietário de seus meios de produção. O anseio de ‘Ntoni é o anseio contingente (e limitado) de parcela de trabalhadores proletários. Entretanto, ao fracassar em seu intento, ‘Ntoni demonstrará que não apenas o mar é amargo, mas o mercado é cruel. Ele não perdoa aqueles que ousam enfrentar os elementos da ordem estrutural do capital. Os Valastros são amaldiçoados pelo “destino”, porque ousaram pensar de forma diferente e enfrentar, sozinhos, o mundo da injustiça social e da dominação do capital.

 

Informações adicionais

Autor Giovanni Alves
Acabamento CD-Rom
ISBN 978-85-7917-114-7
Ano de Publicação 2010
Edição 1
Sobre o autor Professor livre-docente de sociologia da UNESP - Campus de Marília, pesquisador do CNPq. Líder do Grupo de Pesquisa “Estudos da Globalização”, coordenador-geral da Rede de Estudo do Trabalho (www.estudosdotrabalho.org), projeto “Núcleo de Estudos da Globalização” (http://globalization.cjb.net) e do projeto de Extensão Tela Crítica (www.telacritica.org)
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